06/07/2008
Com Pó, Rugas e Teias #2
Peladjuuusss in Santchuuuss =')
05/07/2008
Mas que...???
Reparem só. Notam alguma coisa de invulgar? Não? Eu ajudo: é um modelo de sapato masculino. Ainda não? Nada de anormal?MAS SEREI A ÚNICA A NÃO COMPREENDER ESTA NOVA TENDÊNCIA DE EXISTIREM SAPATOS MASCULINOS BICUDOS ???
De facto, acho mesmo a coisa mais ridícula que alguma vez a moda ousou implantar.
Para além de inestético e duvidoso, acho que chega mesmo a ser ofensivo para todo o público feminino. É que até hoje, a proeza de poder matar baratas ao canto da sala era um privilégio reservado a nós, mulheres!!! Até essa exclusividade nos querem tirar?
Para que é que um homem quer sapatos bicudos? Para dar caneladas? Para tropeçar na calçada? É que homem não nasceu com postura nem com graciosidade em quantidade suficiente para caminhar em sapatos bicudos! É que nem é prático! Ora basta pensar que agora são obrigados a ficar mais longe do urinol.
O sapato bicudo foi uma criação pensada para as mulheres! Nós é que precisamos deles como arma! Nós é que temos medo de insectos! Nós é que temos direito a criar joanetes de ficar tanto tempo com os dedinhos todos encarquilhados. Não existem homens com joanetes! E se passarem a existir, ter joanetes vai ser visto como uma fraqueza genética, não um resultado forçado das normas de vestuário ocidental! Tiraram-nos essa desculpa! Mulher deve ser mártire - sofrer para bonita ser! O homem não! Quer-se rude e a cheirar a cavalo! Não é a andar em pontas e a ir à pedicure raspar os calos e fazer unha francesa...
Mais ainda! Para além de ofensivos, os sapatos bicudos masculinos podem chegar a ser assustadores! Ora se uma mulher que calce o 37, parece ter pé de 40 com sapatos daqueles, o comum homem que calce um 44, vai parecer um esquadro, com um perfeito ângulo recto e de lados iguais. Bem sei que existe o boato que homens de pés grandes são bons de cama, mas para demonstrações de testosterona e virilidade, meus senhores, já existem os carros e a cerveja! Francamente!
Isto não passa de uma conspiração! Agora que nas sociedades industrializadas a mulher começa a conquistar estatuto e independência, os homens sentem-se ameaçados e vão-nos começar a tirar aquilo que é só nosso por direito! Começaram pelos pés, mas meninas, só estou à espera do dia em que vão pôr à disposição collants de descanso, cintas de ventre liso, echarpes e alfinetes de peito na secção masculina da Massimo Dutti.
Dicas #1
Já captei a vossa atenção? Pois então a fórmula é a seguinte: ide dois dias seguidos à praia, não usem qualquer bálsamo protector para os lábios, vão acompanhando a direcção do sol com as toalhas, e deixem-se assim de beiços para o ar durante umas horas. Quando sentirem que obtiveram uma leve insolação nos ditos, está no ponto. Ide para casa. No dia seguinte terão um pelo par de Angelinas debaixo do nariz. A única desvantagem é que o inchaço só deve durar dois dias. Mas como solução podem repetir continuamente o processo durante todo o Verão.
ACUDAM!!!
E porquê, perguntam vocês? Não é pelo facto de ficar mal de fato de banho, não! Nem por ser habitualmente enrolada pelas ondas, nem perto! Nem tão pouco por ser propensa a engolir pirulitos!
A questão reside antes na seguinte ocorrência: é que ultimamente, entrar dentro de água tem-se tornado um desafio. Aquilo que em criança representava uma ambição, um desejo, um objectivo de vida - ir ao banho mal chegasse à praia!! - revela-se hoje uma tortura lenta e dolorosa, indo ao banho só por necessidade, porque as temperaturas e a tez dourada assim o exigem.
Isto deve ser coisa dos 20, daquelas coisas que só se atinge com a maturidade ou a idade adulta, tal como gostar de favas, vinho e peixe. Toda a criança adora correr para a água como se o mar corresse perigo de ser sugado por um ralo gigante e pudesse desaparecer para sempre, e entrar chapinhando, mergulhando, assim à bruta! E todo o adulto teme entrar dentro de água, pé ante pé, recorrendo a jogos psicológicos para controlar o sofrimento, como se a água nos fosse congelar os órgãos vitais. E como toda a criança se torna adulto a não ser que morra entretanto, sou obrigada a pensar as favas, o vinho e o mar como uma espécie de rituais de passagem da idade infantil à idade adulta, uma espécie de marco da emancipação do Homem Ocidental.
Mas com tudo isto, o que é facto é que o cargo de Lifeguard, para mim, seria impensável. Ora basta imaginar o seguinte: uma criança em apuros no meio das ondas, aos berros e a gargarejar em água salgada, enquanto eu, de bóia em punho, salpicando o corpo, dizia: "Ai filho, aguenta só mais um bocadinho enquanto a titia molha os braços, pode ser?"
Hmm, naa.
02/07/2008
Safari no Zoo
BOOM!!
Ahhh... muito melhor!
(e é a produzir coisas macabras como esta que eu passo os meus tempos livres... amazing! Vou tentar os arraiolos...)
24/06/2008
Enfermidades #3
As amígdalas até parecem ficar meio entorpecidas só de pensar no Brufen e no Maxilase... Hmmm!!
22/06/2008
Enfermidades #2
21/06/2008
Enfermidades #1
Ele: Mas que raio, estou farto de te ouvir fungar!
Eu: Estou com uma alergia crónica não sei a quê!
Ele: Estás é com alergia à vida!
Eu: ... (Reflexão)... Sim... De facto, se eu morrer, ela invariavelmente passa!
Vox Pop
Autor: Mulher de grande porte
Frase: " Epá, tinha as cuecas cheias de merda! Tive de lhe limpar o cu todo que aquela merda parece que vinha à pressão! E eu que pensava que a Coca-Cola prendia os intestinos..."
Comentário: Pobre senhora, malandros, andam para aí a informar mal as pessoas! Já não dá para confiar em ninguém! Vou passar a meter os dedos nas tomadas que da muito mais jeito para limpar o pó, que de certeza que não faz mal nenhum!
É por estas e por outras que me orgulho tanto de ser Portuguesa =')
Ai Que Triste Fado
Estava eu preparadinha para ir jantar no arraial, com toda aquela envolvente mística de música tradicional Portuguesa, na meia-luz de uma tarde de Verão e fragrância de peixe e manjerico, quando dei por mim num cenário de filas intermináveis só para fincar o dente numa sardinha fria e artisticamente forrada a moscas. Mas eram filas como aquelas que fazem de um dia para o outro ao relento, à porta do Colombo com o fim heróico de comprar bilhetes para o concerto da Madonna.
Ora com tudo isto e uma fome desgraçada, por motivo de assegurar a sobrevivência da espécie, fomos obrigados a ir jantar noutro sítio qualquer que não vendesse sardinhas, porque esses, todos eles estavam com uma tal quantidade de gente que se podiam tornar potências focos de propagação de epidemias.
Ou seja, andei eu a incorporar-me no espírito durante mais que uma semana (passando fome para reservar espaço em mim para a sardinha, descurando um pouco a minha higiene pessoal e preparando cuidadosamente um plano-poupança em moedas pretas para esbanjar em álcool, entre outras coisas) para no fim acabar sentada num restaurante lounge de Pastas em Telheiras. Francamente. É que ainda por cima estava a malta toda de calção e chinelo no pé, portanto provocámos algumas reacções assim que entrámos naquele estabelecimento com um certo padrão de vestuário, por sinal, bem diferente do nosso.
Como se não bastasse, ainda me serviram sal com bifes, em vez de bifes temperados, que eu quase que podia apostar que tinham as arcas avariadas e andavam a conservar aquelas solas de sapato em baús de salga, como faziam antigamente. Eu juro que receei desidratar, não fosse aquilo sugar-me toda a linfa por osmose, ou raio que o parta.
Portanto acabo este apontamento deixando no ar a seguinte reflexão: Que mal fiz eu aos Santos para que me amaldiçoassem assim?
10/04/2008
Detestáveis #1
Podem ser muito práticas e convenientes, eu própria vejo-me obrigada a ser fraca e a ceder à tentação, mas há alguns aspectos logísticos que podiam ser consideravelmente trabalhados.
a) Por que razão insistem em pôr as bolachas na primeira prateleira lá do alto? É que aquelas que foram concebidas para serem estaladiças, quebrarem ao trincar, e que um dia foram perfeitinhas e inteiras, após a vertiginosa queda de 12 prateleiras que se segue ao código e à rosca giratória, é melhor destrocar a nota e marcar o código do pacotinho de leite, que nos destroços em que ficaram, mais vale sacar duma malga e comê-las como cereais.
b) Eu compreendo que zelem pelas qualidades nutricionais da comida e pela preservação de todas as suas propriedades tornando aquela torre numa arca frigorífica do Norte da Europa . Mas já por algumas vezes que os minutos que poupei na fila do bar foram gastos a tentar arranjar uma forma humanamente possível de trincar ou pelo menos dividir em pequenas porções o salame de chocolate. É que mais facilmente o ponho num olho para curar uma mazela que o como.
c) Eu também consigo perceber que não queiram ser roubados, e que este mundo está cheio de safadagem, mas eu tenho sérias dúvidas sobre se a pala para recolher a comida é de facto uma pala ou uma guilhotina. Aquele dispositivo de segurança com uma mola de suspensão é de tal forma potente que se tornasse aquele tipo de alimentação um hábito, provavelmente criaria um hematoma crónico na zona do antebraço, e daqui a alguns anos, possivelmente, seria amputado por circulação deficiente e consequente definhamento da mão e dos dedos. Qualquer dia em vez do Bolicao, surpreendo-me com uma mão gélida e humana, deixada lá por acaso. Ás vezes chego mesmo a entrar em pânico quando, com a ganância de alimento, fico com a mão entalada e não a consigo de lá tirar sem pelo menos ter de girar a mão repetidamente até encontrar o ângulo correcto. Eu acho isto bastante perigoso, porque se me apanham num desses dias gananciosos e eu tenho o azar de não atinar com a coisa, e bem provável que me encontrem morta passado alguns dias, ressequida e ainda a salivar.
Acho que da próxima vez vou ao bar.
09/04/2008
Lasagna al carbonara ( não sei dizer mais nada em Italiano além do que está na carta do Don Alfredo, teve de ser.)
Com toda a ameaça cardiovascular que andar de carro em Lisboa representa, fui obrigada a deixá-lo no meu block, e vendi-me aos transportes públicos, nomeadamente, ao metropolitano.
Vinha eu alegremente a desfrutar da paisagem, quando entrou uma matilha de 3 italianos jovens e despenteados. Eu, sentada no banco junto ao separador, fui surpreendida por um deles que se jogou de tal forma no banco ao lado que chegou mesmo a invadir o meu espaço pessoal. Quero com isto dizer que fiquei literalmente esmagada contra o separador, numa posição nada sensual e totalmente deselegante.
Com a face prensada num tal ângulo, era-me impossível já olhar em redor, e senti-me subitamente ainda mais em vácuo. Qual o meu espanto quando, numa proeza louvável da minha visão periférica, verifico que ao meu lado, num banco single, se encontrava não um, mas dois italianos, ali, compreendidos naquele espaço.
Não chegando, o terceiro indivíduo (possivelmente judeu, já que ia em pé) deve ter achado todo aquele momento digno de ser guardado para a eternidade, talvez porque achava toda a envolvente exterior bastante bonita, ou porque lá na terra de onde eles vêm só devem andar de gôndola e não têm metropolitanos. Por isso, decidiu tirar uma fotografia aos seus conterrâneos e companheiros. Ora, onde é que eu entro neste acontecimento todo? No canto inferior esquerdo da fotografia, claro está. Pois claro, ora se tinha uma série de membros em cima, parece-me a mim, que por mais dotes que ele tivesse para a fotografia, eu terei, invariavelmente, aparecido na imagem com um ar infeliz, miserável e com a bochecha levemente comprimida.
Ora eu achei tudo aquilo uma tremenda falta de chá. Posto isto, levantei-me com convicção e auto estima como se fosse sair na próxima paragem. Lixei-me. Estava em São Sebastião. Faltavam precisamente 5 estações para a Baixa-Chiado. Fui o resto do caminho em pé.
08/04/2008
Com pó, rugas e teias #1
Quem me conhece ou lida comigo por mais de 10 minutos, depressa concordará comigo que se eu fosse um objecto, seria uma daquelas caixas de cartão que, ainda que novas e compradas em promoção, levam com as fotografias, filmes, amuletos, recuerdos, souvennirs e quinquilharias e que vão especificamente para a prateleira mais obscura ou para o sotão mais sujo, ganhar pó por não menos que um bom par de anos. Preferia mil vezes ser um ursinho de pelúcia... mas há quem tenha alergia a mim.
É que ao que parece, eu sou uma pessoa nostálgica! Gosto muito de coisas antigas! Gosto das minhas lembranças! Gosto até de lembranças que nunca chegaram a ser minhas, e que só as conheço porque certamente as vi como lembranças dos mais velhos. Gosto de ver o fenómeno do que um dia foi considerado moda, hoje ser repugnante, e daqui a uns anos voltar a ser o ultimo grito. Gosto dos Twenties, gosto dos Thirties, gosto dos Fifties, dos Sixties, dos Seventies, adoro os Eighties e idolatro os Nineties. Curiosamente, os Fourties não me dizem nada. Essa fornada deve ter sido inútil. Vou ter alguns problemas para denominar a presente década no futuro. Principalmente em inglês. Com sorte, pode ser que não goste de nada de agora!
Por isso, doravante e quando achar pertinente, vou presentear-vos com pequenos tesourinhos (alguns que ainda persistem ) que me comovem e que têm a capacidade de me transformar numa criatura obsoleta, ridícula e, ás vezes até, com alguns reflexos fushcia e azul eléctrico!
E aqui fica o primeiro premiado:
Leite Vigor! Mas o quarto de leite Vigor, e aqueles que vinham em pacotinhos pequenos em forma de casinha! Aliás, acho pequenos de mais para serem um quarto de leite, mas não me lembro de ouvir ninguém dizer que era um quinto ou um sexto, portanto deve ser mesmo assim.
Por outro lado, lembro-me também com carinho daqueles pacotes de litro ao estilo pacote de ervilhas que se serviam num suporte de plástico com uma pega! Era assim que as funcionárias da escola me serviam o leite à hora do lanche, quando eu me esquecia do cestinho em casa (sim, esse será também alvo de reflexão posteriormente).
Antes de mais aproveito para insultar a oferta de imagens por parte do Google, que é miserável. O mais próximo que consegui do pacote de litro foi um de natas frescas, mas pronto, dá para criar uma semelhança:
03/12/2007
As Flores
Eu não sei muito bem, mas gostava de saber se existem flores em forma de pessoas. É que já mais que uma vez que oiço homens chamarem florzinha de merda ao meu pai quando ele sai à rua com os seus mocassins púrpura. Não percebo muito bem, se o meu pai fosse uma flor fazia chichi em pé porque as flores nunca se sentam, e não é isso que sucede.
As flores cheiram bem. As flores ás vezes fazem espirrar. Por isso também não percebo porque é que fazem lenços de papel com cheiro a flores para as pessoas que estão constipadas usarem.
As flores dão para fazer mel, chás e também servem de meio de transporte . Eu sei isso porque ás vezes oiço o meu irmão mais velho dizer aos amigos que viajou até bué longe com o pólen que ele comprou. Eu não sei como é que ele conseguiu fazer isso sem que nenhum de nós lá de casa desse conta, mas só sei que nos enganou muito bem. Acho que tenho muito a aprender com ele!
Há quem ofereça flores por várias razões: os filhos oferecem aos pais quando fazem anos, os rapazes oferecem às meninas quando querem namorar com elas, toda a gente oferece aos mortos quando eles morrem e todos os clientes oferecem às gestoras de conta porque é assim, ou pelo menos é o que diz a minha mãe todas as semanas quando recebe flores lá em casa de vários homens diferentes. A minha mãe deve ser uma grande gestora! Por isso e que quase nunca está em casa!
As flores são muito bonitas e eu gosto muito delas!
26/11/2007
Choice of Weapons
Sticks and stones are hard on bone
Aimed with angry art
Words can sting like anything
Silence braks the heart
e nos pede para fazermos o que quisermos com ele, para além da imagem visual imediata que tenho das minhas mãos a amarfanharem o papel com a dita quadra e a atirarem-no para o mais próximo do horizonte possível, surgem outras ideias igualmente parvas como esta
E tenho dito! Tó Brigada.
18/11/2007
Glossário de Algibeira
Pois claro! Assim não restam margens para dúvidas! Claro como a água!
O mundo seria tão mais bonito se toda a gente passasse a dizer "pequena égua ruça de chifres" quando se quisesse referir a uma cabra...
08/11/2007
6º Mistério - O d'O Dialecto Infantil
Vamos por partes:
Lengalengas - Desde que me conheço a mim, a minha mãe se conhece a ela e o meu irmão igualmente (ainda que mal, que ele acha que é uma vulgar criança de 5 anos mas na verdade esconde em si o Senhor das Trevas), que cantamos as mesmas músicas enquanto marcamos o compasso com palmas numa rodinha de piquenos. Quem não conhece o " Se tu visses o que eu vi, oh dominó", ou mesmo o "Era uma velha-lha, que tinha um gato-to"? Aposto que o Sancho Primeiro ainda mal sabia manejar a espada, já ele entoava o "Enrola o melão, desenrola a melancia" juntamente com os outros seus irmãos e infantes, Afonsinho, Urraca e Teresinha. Não se vê logo que o "A-ona-ona-dé" é indiscutivelmente Português arcaico a descair para o Latim?!
Pirraças e ofensas - Todos sabemos que as crianças ainda não compreendem em si uma série de bases e alicerces gramaticais, sintácticos e semânticos. A conjugação verbal nem sempre ser perfeita, e as sílabas ainda têm um carácter móvel dentro das palavras. Mas ainda estou por descobrir qual o mecanismo Freudiano ou esquizofrénico que os faz conceber e apregoar insultos como:
- Mariquinhas pé de salsa (porque os molhos de ervas aromáticas em geral são extremamente comoventes)
- (...) O teu pai é jacaré (e tu és um mutante cromossómico)
- Lava a cara com chulé (amacia a pele e dilata os poros)
- Songa-monga (nem Pessoa faria rimas melhores)
- Rebenta a Bolha (porque é um fenómeno extremamente periogoso para todos os utentes da via pública e há que deixar tudo o que estão a fazer)
Enfim, muitos mais existirão de que não me recordo agora, mas que apelo desde já para que qualquer expressão desta estirpe que considerem merecedora de partilha, deixem por favor num comentário, de forma a enriquecer este documento.
07/11/2007
5º Mistério - O d'O 93
Eu sinceramente, não me ralo. Só me junto à família porque seria um desgosto por demais para o senhor meu pai saber que a primogénita não apoiava o Sporting Clube Portugal. Valha-lhe Deus Nosso Senhor! Então pronto, lá fico eu gozando daquele momento só para mim em que ninguém me há-de chatear, e quando ocasionalmente o meu pai ou alguém desce à terra por questões de primeira necessidade apenas, lá entro eu na personagem, atiro um sonoro e enfático : "É FORA DE JOGO! LADRÕES! ÁRBITRO FILHO DA PUTA! " e pronto, toda a gente acredita e o meu pai fica muito orgulhoso de mim!
Mas entre estes serões em família extremamente saudáveis e de comunhão exemplar, vou reparando em alguns pormenores daquele entretenimento demoníaco que é o futebol.
Entre coxas, gémeos, comentários estruturados em frames de 0.0002 segundos, e dinheiro para limpar rabos, o que MAIS me intriga É..... o prolongamento.
É verdade... em toda a minha experiência de espectadora de pelada (que confesso não ser das mais atentas e fiéis) , nunca vi um jogo que terminasse de facto, aos 90 minutos como previsto. Há sempre 3 minutinhos a mais, aqueles 3 minutinhos mesmos feitos à medida do Bypass, aqueles 3 minutinhos em que tudo pode mudar e em que o mundo pode acabar!
Ora, pergunto eu aos meus botões que eles são mais sábios que eu, se não valeria mais a pena parar o cronómetro nos tempos mortos, e pronto vá, determinar os jogos para os 93 minutos, porque no fundo a gente até gosta e sempre dá para mais uma mini e uma mão cheia de tremoços!
16/10/2007
Até Os Cães Me Atraiçoam. O Que Me Torna Cada Vez Mais Semelhante a Cristo ='D
Onde é que isto é relevante, perguntam vocês?
Ela passava todo o seu tempo útil a lamber-nos cada poro quadrado de pele.
Afinal não era carinho e devoção. Era só interesse.
Sim, e deve querer significar algures que suamos muito... Ahh, benditas raízes latinas.

